sábado, 27 de junho de 2009

Morreu um rei

Algures, morreu um rei. Desta feita, um, ou, quiçá, o maior, o da "pop". Não me desagrada nem tão pouco me agrada a morte do dito. Custa-me, na essência, sentir que morreu alguém que, musicalmente, ritmicamente, no mais ...mente possível, contribui para os meus vários e demais gostos musicais... foi na realidade um ícone da música, de uma geração (que se prolongou até aos tempos actuais), independentemente do que foi como homem. Nisso, não me imíscuo, nem comento, nesta hora tão funesta, pois o que na realidade gostei nele e sempre vou gostar foi, acima de tudo, o que a vivaçidade e energia da sua música me trouxe, e ainda hoje, me confesso, gosto imenso...
Perdeu-se um grande músico e compositor. Já muitos outros, de igual forma, súbita, inequívoca e fugaz, assim se perderam, e muitos outros se perderão.
Porém, também sabemos que tudo isto é normal, já antes se perderam outros nomes bem maiores, que aos dias de hoje seriam de uma dimensão ainda maior... resta-me, no entanto, um estranho e sinistro desconsolo de que, no porvir dos novos tempos, não haverá grandes perdas musicais que não sejam do passado, porque, na realidade, nos dias que correm, é fácil qualquer TV fazer um novo Michael, ou novos Pink Floyd, mas, no fundo, quem goste de música, facilmente vai perceber onde falta a essência de se ser um dos reis do mundo. Um bem haja a este e como ele se foi, Madonna, mete-te a pau, dos reis da "pop", só tu reinas.

1 comentário:

  1. Concordo com este texto, está muito bem organizado de ideias e gostos.
    Estragou, para mim, quando se falou da Madonna. Porque, a meu ver, de "rei" pop nada tem. Kkkkkkkk, é que eu não gosto dela e acho até, que precisava de umas aulinhas de canto :)

    ResponderEliminar